Sexta-feira, Maio 23
A Vida começando de novo ...ou... Estou Chegando
Estou sem muitas palavras diferentes, minha vida nos últimos tempos foi uma correria, e agora que parei quieto...sobrou a ansiedade...
Um pilha, um tonel, uma caçamba cheia de ansiedade...
Não estou nervoso...estou ULTRA-MEGA-HIPER feliz...
Mas estou ansioso...
Enfim, assim que a turbulência assentar, estarei numa nova vida, com uma nova casa, uma nova cara, e um pouco de tudo o que é velho e eu gosto...
Estou chegando, me espera que eu estou quase lá...
Estou sem muitas palavras diferentes, minha vida nos últimos tempos foi uma correria, e agora que parei quieto...sobrou a ansiedade...
Um pilha, um tonel, uma caçamba cheia de ansiedade...
Não estou nervoso...estou ULTRA-MEGA-HIPER feliz...
Mas estou ansioso...
Enfim, assim que a turbulência assentar, estarei numa nova vida, com uma nova casa, uma nova cara, e um pouco de tudo o que é velho e eu gosto...
Estou chegando, me espera que eu estou quase lá...
Assim disse Sr. Limão || 7:36 PM || Comentários:
Terça-feira, Março 4
Tudo ao mesmo tempo agora
Tanta coisa acontecendo...
Tou vivendo acelerado, disparado, um disparate...
Porque tudo o que eu queria, era um pouco de paz.
Anseio pelo dia que está chegando, mas preciso dobrar o mundo para que ele aconteça.
Como se os acontecimentos no calendário só ocorressem se eu conseguir fazer com que aconteçam, como se eu
tivesse que apagar e acender a luz de cada dia, senão ele não acabaria ou começaria.
E eu sei que terei minha paz logo, mas eu queria um pouco agora.
Tanta coisa acontecendo...
Tou vivendo acelerado, disparado, um disparate...
Porque tudo o que eu queria, era um pouco de paz.
Anseio pelo dia que está chegando, mas preciso dobrar o mundo para que ele aconteça.
Como se os acontecimentos no calendário só ocorressem se eu conseguir fazer com que aconteçam, como se eu
tivesse que apagar e acender a luz de cada dia, senão ele não acabaria ou começaria.
E eu sei que terei minha paz logo, mas eu queria um pouco agora.
Assim disse Sr. Limão || 8:59 AM || Comentários:
Quinta-feira, Fevereiro 7
Sempre ela...
E quando eu penso que as coisas estão mal,
Quando eu sinto o ar faltando nos pulmões,
O peso do mundo parece um cofre sobre minha cabeça...
...eis que surge ela...
Num feriado qualquer, ou num final de semana despretensioso...
Linda e divertida, sorridente e fascinante...
Sempre assim...
A menininha que é minha tábua de salvação,
que é meu oásis particular...
Eu sou mesmo um cara de sorte...
E quando eu penso que as coisas estão mal,
Quando eu sinto o ar faltando nos pulmões,
O peso do mundo parece um cofre sobre minha cabeça...
...eis que surge ela...
Num feriado qualquer, ou num final de semana despretensioso...
Linda e divertida, sorridente e fascinante...
Sempre assim...
A menininha que é minha tábua de salvação,
que é meu oásis particular...
Eu sou mesmo um cara de sorte...
Assim disse Sr. Limão || 11:49 AM || Comentários:
Sexta-feira, Fevereiro 1
A volta dos dias de chuva
A gente chega sozinho, e vai embora igualmente sozinho...
Hoje sou eu que estou chovendo (obrigado pela tradução sem querer Tatit)...
Aliás, ando tão nublado e tempestuoso como os dias em São Paulo...
Eu não sou o raio, nem o trovão...
Eu sou o desolamento da tempestade vista pela janela de vidro, segura, seca e chata...o desapontamento de não correr na chuva...
Não consigo terminar as frases ou os pensamentos...reticente demais...displicente demais...
Na verdade, acho que tenho começado as coisas pelo meio, minha cabeça está zunindo, pensamentos em alta velocidade...
E eu parado, deixo eles girando, um turbilhão de coisas à minha volta...
E eu ali, sem poder me mover...chovendo sem parar...
A gente chega sozinho, e vai embora igualmente sozinho...
Hoje sou eu que estou chovendo (obrigado pela tradução sem querer Tatit)...
Aliás, ando tão nublado e tempestuoso como os dias em São Paulo...
Eu não sou o raio, nem o trovão...
Eu sou o desolamento da tempestade vista pela janela de vidro, segura, seca e chata...o desapontamento de não correr na chuva...
Não consigo terminar as frases ou os pensamentos...reticente demais...displicente demais...
Na verdade, acho que tenho começado as coisas pelo meio, minha cabeça está zunindo, pensamentos em alta velocidade...
E eu parado, deixo eles girando, um turbilhão de coisas à minha volta...
E eu ali, sem poder me mover...chovendo sem parar...
Assim disse Sr. Limão || 9:36 AM || Comentários:
Quarta-feira, Dezembro 5
Do que é ser Corinthiano
Meu pai tem uma camisa da sorte.
Ele assistiu o Corinthians em muitas oportunidades na vida (lá se vão seus quase 60 anos), Acompanhou os 23 anos de fila sem perder a fé, ou a paixão.
Ele estava no estádio na final de 74 quando o time perdeu para o Palmeiras, mesmo tendo Rivelino no auge da carreira como comandante em campo do elenco.
Ele também estava no estádio em 77, no gol da Basílio, o gol mais corinthiano de todos os tempos. Ele comprou uma camisa nova do clube para aquele jogo, e uma bandeira nova também.
Meu pai é um cara racional, e que se emociona só quando precisa. Mas o Corinthians faz ele ser até supersticioso...E eu acho que herdei isso dele.
Ele usa sua camisa da sorte em todas as finais ou jogos decisivos desde 77. Usa com muito cuidado, e guarda como a relíquia que ela é. Ele pendura a bandeira de 77 na frente de casa sempre que o Corinthians é campeão, como um símbolo máximo da paixão que a bandeira representa, mas por apenas um dia. Depois ele a guarda muito bem dobrada na sua gaveta de meias.
A primeira vez em que entendi tudo isso, o que era ser corinthiano de verdade foi em 1986, assistindo a final do campeonato paulista junto com meu pai na TV de casa, com camisa da sorte e bandeira em punho.
Eu aprendi a cantar o hino pouco depois de aprender a falar. Aprendi o nome dos jogadores, aprendi que torcer é se apaixonar jogo a jogo. Mas naquela final em 86, no auge dos meus 8 anos, quando Viola fez aquele gol de carrinho contra o Guarani, na prorrogação, e eu abracei meu pai e nós corremos, gritamos e choramos como se sala de casa, fosse o gramado que consagrava o título. Naquele dia eu entendi a paixão do meu pai, e eu me apaixonei também, perdidamente, pelo Corinthians que eu via brilhando nos olhos dele.
Domingo foi um dos poucos jogos do Corinthians (especialmente dos decisivos) em que eu não pude assistir a partida ao lado dele. Uma pena, porque ao chegar em casa me cortou o caração vê-lo com os olhos inchados, emocionado como ele sempre fica, somente quando é preciso. Partiu meu coração muito mais ver meu pai triste do que a tristeza em si que me fazia segurar o choro desde a hora em que o jogo começou. Eu posso aguentar o que for pelo Corinthians, mas meu velho pai não merecia um desgosto desses. Não depois de 60 anos de paixão pelo clube.
Domingo ele não usou sua camisa da sorte, pois nem toda a sorte do mundo poderia ajudar o Corinthians.
Segunda feira, na ressaca do acontecido, vi meu pai curtindo a fossa como se houvesse um certo rancor escondido, uma desesperança no mundo.
Na terça vi meu pai mudado, mais forte e mais corinthiano, esperançoso e risonho.
E hoje, eu sou mais corinthiano do que nunca fui na vida. Hoje eu vejo em meu olhos, o Corinthians que brilha nos olhos do meu pai.
Obrigado pai.
Vai Corinthians !!!
Meu pai tem uma camisa da sorte.
Ele assistiu o Corinthians em muitas oportunidades na vida (lá se vão seus quase 60 anos), Acompanhou os 23 anos de fila sem perder a fé, ou a paixão.
Ele estava no estádio na final de 74 quando o time perdeu para o Palmeiras, mesmo tendo Rivelino no auge da carreira como comandante em campo do elenco.
Ele também estava no estádio em 77, no gol da Basílio, o gol mais corinthiano de todos os tempos. Ele comprou uma camisa nova do clube para aquele jogo, e uma bandeira nova também.
Meu pai é um cara racional, e que se emociona só quando precisa. Mas o Corinthians faz ele ser até supersticioso...E eu acho que herdei isso dele.
Ele usa sua camisa da sorte em todas as finais ou jogos decisivos desde 77. Usa com muito cuidado, e guarda como a relíquia que ela é. Ele pendura a bandeira de 77 na frente de casa sempre que o Corinthians é campeão, como um símbolo máximo da paixão que a bandeira representa, mas por apenas um dia. Depois ele a guarda muito bem dobrada na sua gaveta de meias.
A primeira vez em que entendi tudo isso, o que era ser corinthiano de verdade foi em 1986, assistindo a final do campeonato paulista junto com meu pai na TV de casa, com camisa da sorte e bandeira em punho.
Eu aprendi a cantar o hino pouco depois de aprender a falar. Aprendi o nome dos jogadores, aprendi que torcer é se apaixonar jogo a jogo. Mas naquela final em 86, no auge dos meus 8 anos, quando Viola fez aquele gol de carrinho contra o Guarani, na prorrogação, e eu abracei meu pai e nós corremos, gritamos e choramos como se sala de casa, fosse o gramado que consagrava o título. Naquele dia eu entendi a paixão do meu pai, e eu me apaixonei também, perdidamente, pelo Corinthians que eu via brilhando nos olhos dele.
Domingo foi um dos poucos jogos do Corinthians (especialmente dos decisivos) em que eu não pude assistir a partida ao lado dele. Uma pena, porque ao chegar em casa me cortou o caração vê-lo com os olhos inchados, emocionado como ele sempre fica, somente quando é preciso. Partiu meu coração muito mais ver meu pai triste do que a tristeza em si que me fazia segurar o choro desde a hora em que o jogo começou. Eu posso aguentar o que for pelo Corinthians, mas meu velho pai não merecia um desgosto desses. Não depois de 60 anos de paixão pelo clube.
Domingo ele não usou sua camisa da sorte, pois nem toda a sorte do mundo poderia ajudar o Corinthians.
Segunda feira, na ressaca do acontecido, vi meu pai curtindo a fossa como se houvesse um certo rancor escondido, uma desesperança no mundo.
Na terça vi meu pai mudado, mais forte e mais corinthiano, esperançoso e risonho.
E hoje, eu sou mais corinthiano do que nunca fui na vida. Hoje eu vejo em meu olhos, o Corinthians que brilha nos olhos do meu pai.
Obrigado pai.
Vai Corinthians !!!
Assim disse Sr. Limão || 10:28 AM || Comentários:
Quinta-feira, Outubro 18
Assim disse Sr. Limão || 5:10 PM || Comentários:
Terça-feira, Outubro 9
...e o prêmio vai para...
E só pra lembrar que esse ano a banda que foi eleita a melhor do país foi o NXZero...e "Razões e emoções" ganhou o prêmio de hit do ano....
E depois dizem que o brasileiro não valoriza a música nacional....valorizar o que ??? isso por acaso conta como música ???
E só pra lembrar que esse ano a banda que foi eleita a melhor do país foi o NXZero...e "Razões e emoções" ganhou o prêmio de hit do ano....
E depois dizem que o brasileiro não valoriza a música nacional....valorizar o que ??? isso por acaso conta como música ???
Assim disse Sr. Limão || 9:03 PM || Comentários:
Antes que eu não possa dizer isso....
O álbum do The Editors, "An End has a Start" é o melhor desse ano de longe...
E "Smokers outside the hospital" é a música mais linda do mundo. Toda vez que ela toca aqui no meu fone de ouvido, eu tenho a impressão que o mundo está acabando logo ali do lado, depois da janela que me separa do mundo.
Eu recomendaria ele especialmente pro Mazo, porque ele gosta de tudo que é triste e ponto. Pra Tatit, porque ela coleciona boas bandas, mesmo sabendo que não é esse o som que ela vai querer ouvir agora. E pro Cá, porque ele vai dançar sozinho ouvindo a música "An End has a Start" faixa título do álbum e chorar sozinho ouvindo "The Weight of the world".
E tenho que dizer isso hoje porque amanhã eu estarei ouvindo o disco novo do Radiohead, e o The Editors corre um risco seríssimo de perder seu posto...E olha que eles já tomaram o posto do Interpol com o fabuloso "Our Love to Admire" outra jóia desse ano...
O álbum do The Editors, "An End has a Start" é o melhor desse ano de longe...
E "Smokers outside the hospital" é a música mais linda do mundo. Toda vez que ela toca aqui no meu fone de ouvido, eu tenho a impressão que o mundo está acabando logo ali do lado, depois da janela que me separa do mundo.
Eu recomendaria ele especialmente pro Mazo, porque ele gosta de tudo que é triste e ponto. Pra Tatit, porque ela coleciona boas bandas, mesmo sabendo que não é esse o som que ela vai querer ouvir agora. E pro Cá, porque ele vai dançar sozinho ouvindo a música "An End has a Start" faixa título do álbum e chorar sozinho ouvindo "The Weight of the world".
E tenho que dizer isso hoje porque amanhã eu estarei ouvindo o disco novo do Radiohead, e o The Editors corre um risco seríssimo de perder seu posto...E olha que eles já tomaram o posto do Interpol com o fabuloso "Our Love to Admire" outra jóia desse ano...
Assim disse Sr. Limão || 9:02 PM || Comentários:
Terça-feira, Outubro 2
Amigos dos amigos dos amigos...
Hugo e Tatit são amigos de Cá e Mei,
que são amigos de Gui e Ju,
que são amigos de Mazo e Sica,
que são amigos de Ricardo e Tatiana,
que são amigos de Lígia e Marcelo...
...E por aí vai...
Isso é simplesmente ótimo...
Foi isso que eu quis dizer no sábado...
Hugo e Tatit são amigos de Cá e Mei,
que são amigos de Gui e Ju,
que são amigos de Mazo e Sica,
que são amigos de Ricardo e Tatiana,
que são amigos de Lígia e Marcelo...
...E por aí vai...
Isso é simplesmente ótimo...
Foi isso que eu quis dizer no sábado...
Assim disse Sr. Limão || 10:07 AM || Comentários:
Quinta-feira, Setembro 20
O potencial desperdiçado
Eu ensaiei uns 10 ou 15 posts...
Eu queria escrever sobre tanta coisa que eu vi.
Postar as fotos, falar de todo o mundo que tem pra lá da porta.
Mas não....não consigo falar.
Me sinto mudo...
A verdade é que é um choque descobrir as coisas que a gente descobre quando sai do Brasil, e o choque não é quando a gente chega lá, mas quando abre o jornal na volta pra casa, quando vai na padaria, na fila do cinema, no show daquela banda e no capítulo da novela...
É bobagem eu sair bradando as maravilhas de se viver num país organizado e blábláblá...
Vou falar é do que somos ou não somos...
Os Europeus não são mais "espertos" que os brasileiros, pelo contrário, eles costumam travar em situações triviais, e acham nossa capacidade de improvisar assustadora.
Os Europeus não são mais inteligentes que os brasileiros, se equipararmos as populações pelo nível de escolaridade, é tudo mais ou menos igual. A diferença é que uma parcela maior da população deles tem acesso a uma boa formação escolar.
Os Europeus não são mais educados que os brasileiros, pelo contrário, são bastante preconceituosos e em determinadas regiões ufanistas ao ponto de receberem mal os visitantes.
Os Europeus têem, na verdade, um pingo de boa vontade, respeito e de boa índole a mais que nós...e só.
O Brasil é o que é porque o que falta à nossa população não ensinamos na escola, no jornal ou na novela. É algo absurdamente arraigado em nossa cultura coletiva.
Nos falta boa vontade de fazer as coisas bem feitas. Nos falta a ambição de sermos uma "sociedade melhor" e não querer que "a minha vida seja melhor". Nos falta a boa vontade coletiva. Nos falta o respeito por tudo, instituições, pessoas, vizinhos, idosos, crianças, monumentos, patrimônio público e pela nossa própria história.
Nos falta boa índole, de forma assustadoramente coletiva, e isso não se muda com dinheiro do governo nem com investimento privado, não se muda com educação na escola nem com livros em bibliotecas, não se muda com uma guerra civil armada...não...o Brasil precisava de uma revolução social, precisava aprender a ser sociedade civil, a ser coletivo, a pensar no todo antes de pensar no individual.
Isso nos faria o maior país do mundo, independente de nossa economia...
Eu ensaiei uns 10 ou 15 posts...
Eu queria escrever sobre tanta coisa que eu vi.
Postar as fotos, falar de todo o mundo que tem pra lá da porta.
Mas não....não consigo falar.
Me sinto mudo...
A verdade é que é um choque descobrir as coisas que a gente descobre quando sai do Brasil, e o choque não é quando a gente chega lá, mas quando abre o jornal na volta pra casa, quando vai na padaria, na fila do cinema, no show daquela banda e no capítulo da novela...
É bobagem eu sair bradando as maravilhas de se viver num país organizado e blábláblá...
Vou falar é do que somos ou não somos...
Os Europeus não são mais "espertos" que os brasileiros, pelo contrário, eles costumam travar em situações triviais, e acham nossa capacidade de improvisar assustadora.
Os Europeus não são mais inteligentes que os brasileiros, se equipararmos as populações pelo nível de escolaridade, é tudo mais ou menos igual. A diferença é que uma parcela maior da população deles tem acesso a uma boa formação escolar.
Os Europeus não são mais educados que os brasileiros, pelo contrário, são bastante preconceituosos e em determinadas regiões ufanistas ao ponto de receberem mal os visitantes.
Os Europeus têem, na verdade, um pingo de boa vontade, respeito e de boa índole a mais que nós...e só.
O Brasil é o que é porque o que falta à nossa população não ensinamos na escola, no jornal ou na novela. É algo absurdamente arraigado em nossa cultura coletiva.
Nos falta boa vontade de fazer as coisas bem feitas. Nos falta a ambição de sermos uma "sociedade melhor" e não querer que "a minha vida seja melhor". Nos falta a boa vontade coletiva. Nos falta o respeito por tudo, instituições, pessoas, vizinhos, idosos, crianças, monumentos, patrimônio público e pela nossa própria história.
Nos falta boa índole, de forma assustadoramente coletiva, e isso não se muda com dinheiro do governo nem com investimento privado, não se muda com educação na escola nem com livros em bibliotecas, não se muda com uma guerra civil armada...não...o Brasil precisava de uma revolução social, precisava aprender a ser sociedade civil, a ser coletivo, a pensar no todo antes de pensar no individual.
Isso nos faria o maior país do mundo, independente de nossa economia...
Assim disse Sr. Limão || 1:44 PM || Comentários:
Segunda-feira, Agosto 13
A chave do mundo
Eu não tenho todos os mapas...
Não tenho todas as chaves...
Não sei todos os segredos...
Mas me disponho, hoje um pouco mais,
a buscar em outros lugares, o conhecimento
de tudo o que não sou eu, de todos os
lugares que não são meus...
Ponho-me, com o pouco que tenho de pessoal,
numa mala que possa carregar e saio...
Deixo aqui a saudade de tudo o que sou,
para ser por alguns dias outro, em outro lugar,
de outro jeito...
Sem saber como e quando, eu vou...
Disse o poeta...
"Navegar é preciso, viver não é preciso"
E me ponho a errar pelas estradas que não conheço...
Eu não tenho todos os mapas...
Não tenho todas as chaves...
Não sei todos os segredos...
Mas me disponho, hoje um pouco mais,
a buscar em outros lugares, o conhecimento
de tudo o que não sou eu, de todos os
lugares que não são meus...
Ponho-me, com o pouco que tenho de pessoal,
numa mala que possa carregar e saio...
Deixo aqui a saudade de tudo o que sou,
para ser por alguns dias outro, em outro lugar,
de outro jeito...
Sem saber como e quando, eu vou...
Disse o poeta...
"Navegar é preciso, viver não é preciso"
E me ponho a errar pelas estradas que não conheço...
Assim disse Sr. Limão || 2:54 PM || Comentários:
Sexta-feira, Julho 27
.eu.
Assim mesmo, eu sem maiúsculas...
Não aquele Eu imponente e com uma grafia impecável.
Tampouco um EU assoberbado, em letras garrafais.
Aquele eu, sem grafismos e sem firulas.
Com aquela letra de forma meio caída, meio garrancho.
O jeito como eu me escrevo, descrevo.
A exata percepção do que sou eu.
Acho que essa é a vantagem, pequena, que eu tenho.
Sei quem eu sou, onde estou e como escrever meu eu, assim, sem nada de mais, nem nada de menos.
Eu, que na língua mãe é pronome, e na intimidade é maisquenome, é íntimo-pessoal-intransferível.
Eu e tudo mais que eu quiser, que eu já fui, que eu já quis.
Eu como eu sempre fui e todas as mudanças que eu vivi, todos aqueles "eus" que eu não sou mais.
Aquela primeira pessoa, primeiro de eu pra mim, depois o resto.
Eu que não tem plural, é um por definição.
Porque nós, não é mais eu. É outra coisa qualquer mais eu.
Eu que não é seu, nem meu, é eu...
Assim mesmo, eu sem maiúsculas...
Não aquele Eu imponente e com uma grafia impecável.
Tampouco um EU assoberbado, em letras garrafais.
Aquele eu, sem grafismos e sem firulas.
Com aquela letra de forma meio caída, meio garrancho.
O jeito como eu me escrevo, descrevo.
A exata percepção do que sou eu.
Acho que essa é a vantagem, pequena, que eu tenho.
Sei quem eu sou, onde estou e como escrever meu eu, assim, sem nada de mais, nem nada de menos.
Eu, que na língua mãe é pronome, e na intimidade é maisquenome, é íntimo-pessoal-intransferível.
Eu e tudo mais que eu quiser, que eu já fui, que eu já quis.
Eu como eu sempre fui e todas as mudanças que eu vivi, todos aqueles "eus" que eu não sou mais.
Aquela primeira pessoa, primeiro de eu pra mim, depois o resto.
Eu que não tem plural, é um por definição.
Porque nós, não é mais eu. É outra coisa qualquer mais eu.
Eu que não é seu, nem meu, é eu...
Assim disse Sr. Limão || 9:46 PM || Comentários:
Quinta-feira, Julho 12
O retorno de Saturno
Hoje o primeiro parabéns veio do despertador...
Pra ser exato do meu telefone celular, que eu uso como despertador. Tocando a versão em "pin-pin-pins" de "abismo de rosas", o meu aniversário começou caloroso como a manhã gelada de inverno na qual eu me descobri quando sai da minha cama quentinha.
Coloquei o "despertador" pra tocar 25 minutos mais cedo, quis levantar antes, estar desperto, com a mente clara e tomar um banho quente um pouco mais demorado. É um luxo que não me dou todos os dias, mas hoje eu me permiti demorar 15 minutos no chuveiro, sair do banheiro sem pressa e ficar 5 minutos pensando na vida embrulhado no
roupão antes de me trocar e sair pro trabalho.
Aliás, como tem acontecido nos últimos tempos, senti como se o mundo me esperasse de garfo e faca da porta pra fora, pronto pra devorar mais um pouquinho da minha alma. Manhã congelante, perspectiva de muito trabalho (muito mesmo) e de muita cobrança, tropecei logo no portão de casa e já comecei a sentir uma vontade bem comum ultimamente...a de que o dia estivesse acabando...
E fiquei no ponto de ônibus, já fazia uma hora que eu estava acordado (e ainda eram 6:30) e o único parabéns que eu havia recebido continuava sendo o do despertador, minha cabeça tava devagarzinho, mas eu pensava que esse deveria ser o pior aniversário que eu me lembrava.
Tanta correria...e a impressão de que os últimos seis meses me engoliram, nem os vi passar. Só consegui pensar em como eu queria agora as férias que irão começar daqui um mês...
Pensei em minha idade e me veio na cabeça uma música do Legião Urbana justamente sobre este fatídico número de anos "29"...cantarolando sem muito pensar sobre o que a música dizia parei num pedacinho que me chamou a atenção como nunca antes..."Aos vinte e nove com o retorno de Saturno, eu decidi começar a viver".
Quando eu ouvi a canção pela primeira vez eu tinha uns 17 ou 18 anos e não fazia idéia do que era o tal "retorno" e imaginei ser alguma piração do Renato Russo. Uns anos depois, e eu nem sei dizer quando, eu li sobre a tal volta que o planeta Saturno faz em nosso "mapa astral", que se completa em ciclos de 28 anos e um pouquinho (quase 29).
Eu não tenho gabarito pra explicar tudo isso, não sou especialista e também não sou muito de astrologia...Mas fez tanto sentido que eu lembrei até do que li anos atrás:
"Completam-se ciclos de 28 anos que representam transformações profundas e a passagem de toda uma fase da vida, os retornos de saturno são períodos transitórios de característica complexa e que trazem sentimentos ainda mais complexos, são nesses períodos que decidimos, mesmo que inconscientemente, quem seremos pelo próximo ciclo de 28 anos"
Minha cabeça ficou vazia alguns minutos depois de lembrar disso...realmente não consegui assimilar de primeira, mas o vento gelado cortando meu rosto me acordou de um forma bem diferente do que o despertador o havia feito antes.
É o final do meu "retorno de Saturno"...Eu tou formando hoje o cara que eu vou ser por mais 28 anos. E por mais que eu não seja uma cara com os pés firmes na astrologia, a leitura de alguns textos sobre esse período que rastreei no Google, durante o dia de hoje, começaram a me trazer uma estranha sensação de "dejá vu".
Eu não quero ser, pelos próximos 28 anos, esse cara cansado, abatido, reclamão, vivendo em "stand-by", que eu fui nos últimos meses. Eu quero eu mesmo, como toda a miríade de coisas que eu posso ser um dia. Mas quero ser pleno em tudo. Sem meias-palavras e sem sacos-cheios e sem queixar-me das coisas e não esse "fantasma-que-é-a-metade-de-tudo" que eu me sinto hoje.
A vida não é fácil pra ninguém, eu tenho exemplos de pessoas em várias fases da vida e posso afirmar que todo mundo tem problemas, dificuldades e contra-tempos mil...
Mas não quero passar os próximos 28 anos vivendo no clima "A vida é cruel".
Preferi, de forma introspectiva, pensar e tudo o que tenho de bom. no passado, no presente e no futuro. Todas as grandes memórias, todas as perspectivas positivas...e transformei isso num desejo, um desejo de estar bem. De mim para mim mesmo...
Eu quero o que é bom, escolho olhar as boas coisas, prefiro tirar as fotos que ficarão na minha memória usando sempre o melhor ângulo. E decido que a partir de hoje, do final do meu "retorno de Saturno" quero minha vida do jeito que ela é, e do jeito que ela será (mesmo com todas as incertezas), mas eu vou olhar pra minha vida sempre pelo melhor ângulo.
E reitero o ditado que uma pessoa de um passado longínquo sempre repetiu e nunca foi tão claro como agora...
"A vida é um VIDÃO !!!"
Hoje o primeiro parabéns veio do despertador...
Pra ser exato do meu telefone celular, que eu uso como despertador. Tocando a versão em "pin-pin-pins" de "abismo de rosas", o meu aniversário começou caloroso como a manhã gelada de inverno na qual eu me descobri quando sai da minha cama quentinha.
Coloquei o "despertador" pra tocar 25 minutos mais cedo, quis levantar antes, estar desperto, com a mente clara e tomar um banho quente um pouco mais demorado. É um luxo que não me dou todos os dias, mas hoje eu me permiti demorar 15 minutos no chuveiro, sair do banheiro sem pressa e ficar 5 minutos pensando na vida embrulhado no
roupão antes de me trocar e sair pro trabalho.
Aliás, como tem acontecido nos últimos tempos, senti como se o mundo me esperasse de garfo e faca da porta pra fora, pronto pra devorar mais um pouquinho da minha alma. Manhã congelante, perspectiva de muito trabalho (muito mesmo) e de muita cobrança, tropecei logo no portão de casa e já comecei a sentir uma vontade bem comum ultimamente...a de que o dia estivesse acabando...
E fiquei no ponto de ônibus, já fazia uma hora que eu estava acordado (e ainda eram 6:30) e o único parabéns que eu havia recebido continuava sendo o do despertador, minha cabeça tava devagarzinho, mas eu pensava que esse deveria ser o pior aniversário que eu me lembrava.
Tanta correria...e a impressão de que os últimos seis meses me engoliram, nem os vi passar. Só consegui pensar em como eu queria agora as férias que irão começar daqui um mês...
Pensei em minha idade e me veio na cabeça uma música do Legião Urbana justamente sobre este fatídico número de anos "29"...cantarolando sem muito pensar sobre o que a música dizia parei num pedacinho que me chamou a atenção como nunca antes..."Aos vinte e nove com o retorno de Saturno, eu decidi começar a viver".
Quando eu ouvi a canção pela primeira vez eu tinha uns 17 ou 18 anos e não fazia idéia do que era o tal "retorno" e imaginei ser alguma piração do Renato Russo. Uns anos depois, e eu nem sei dizer quando, eu li sobre a tal volta que o planeta Saturno faz em nosso "mapa astral", que se completa em ciclos de 28 anos e um pouquinho (quase 29).
Eu não tenho gabarito pra explicar tudo isso, não sou especialista e também não sou muito de astrologia...Mas fez tanto sentido que eu lembrei até do que li anos atrás:
"Completam-se ciclos de 28 anos que representam transformações profundas e a passagem de toda uma fase da vida, os retornos de saturno são períodos transitórios de característica complexa e que trazem sentimentos ainda mais complexos, são nesses períodos que decidimos, mesmo que inconscientemente, quem seremos pelo próximo ciclo de 28 anos"
Minha cabeça ficou vazia alguns minutos depois de lembrar disso...realmente não consegui assimilar de primeira, mas o vento gelado cortando meu rosto me acordou de um forma bem diferente do que o despertador o havia feito antes.
É o final do meu "retorno de Saturno"...Eu tou formando hoje o cara que eu vou ser por mais 28 anos. E por mais que eu não seja uma cara com os pés firmes na astrologia, a leitura de alguns textos sobre esse período que rastreei no Google, durante o dia de hoje, começaram a me trazer uma estranha sensação de "dejá vu".
Eu não quero ser, pelos próximos 28 anos, esse cara cansado, abatido, reclamão, vivendo em "stand-by", que eu fui nos últimos meses. Eu quero eu mesmo, como toda a miríade de coisas que eu posso ser um dia. Mas quero ser pleno em tudo. Sem meias-palavras e sem sacos-cheios e sem queixar-me das coisas e não esse "fantasma-que-é-a-metade-de-tudo" que eu me sinto hoje.
A vida não é fácil pra ninguém, eu tenho exemplos de pessoas em várias fases da vida e posso afirmar que todo mundo tem problemas, dificuldades e contra-tempos mil...
Mas não quero passar os próximos 28 anos vivendo no clima "A vida é cruel".
Preferi, de forma introspectiva, pensar e tudo o que tenho de bom. no passado, no presente e no futuro. Todas as grandes memórias, todas as perspectivas positivas...e transformei isso num desejo, um desejo de estar bem. De mim para mim mesmo...
Eu quero o que é bom, escolho olhar as boas coisas, prefiro tirar as fotos que ficarão na minha memória usando sempre o melhor ângulo. E decido que a partir de hoje, do final do meu "retorno de Saturno" quero minha vida do jeito que ela é, e do jeito que ela será (mesmo com todas as incertezas), mas eu vou olhar pra minha vida sempre pelo melhor ângulo.
E reitero o ditado que uma pessoa de um passado longínquo sempre repetiu e nunca foi tão claro como agora...
"A vida é um VIDÃO !!!"
Assim disse Sr. Limão || 4:04 PM || Comentários:
Quarta-feira, Julho 4
Ausência
Precisei me ausentar por motivos de força maior...
Pela pura necessidade de conseguir escrever o post abaixo...
Não podia escrever mais nada enquanto não conseguisse postar sobre o assunto abaixo, e estava com um daqueles odiosos "bloqueios".
O post abaixo não é o mais bonito, interessante ou divertido que já escrevi, mas com certeza, é um dos mais relevantes, e é praquela mesma menina de quem sempre falei neste blog, e que frequentemente está por aqui comentando.
É isso, agora volto a escrever com aquela frequencia habitual...10 dias com sorte...
Precisei me ausentar por motivos de força maior...
Pela pura necessidade de conseguir escrever o post abaixo...
Não podia escrever mais nada enquanto não conseguisse postar sobre o assunto abaixo, e estava com um daqueles odiosos "bloqueios".
O post abaixo não é o mais bonito, interessante ou divertido que já escrevi, mas com certeza, é um dos mais relevantes, e é praquela mesma menina de quem sempre falei neste blog, e que frequentemente está por aqui comentando.
É isso, agora volto a escrever com aquela frequencia habitual...10 dias com sorte...
Assim disse Sr. Limão || 10:00 AM || Comentários:
Tão pouco tempo
Um dia, ele decidiu que não queria mais namorar.
Estava bem assim, solteiro, no auge de sua juventude, independente.
Queria apaixonar-se por todas as garotas, trocar de amores a cada duas semanas.
Esgotar o sumo do que a vida podia lhe oferecer assim, sem compartilhar mais do que alguns momentos com cada pequena paixão que cruzasse o caminho.
E seguiu assim por quase um ano desde sua decisão...E estava bem, e feliz...
E num desses esbarrões da vida, num ônibus incidental, que ele tomava toda manhã, morrendo de sono e cheio de sentimentos pouco nobres que todos temos pelo mundo quando acordamos cedo para trabalhar, foi num desses dias tão comuns que ele a viu dormindo, ali no ônibus mesmo.
(Sabe aqueles cliques que a gente tem de vez em quando...Algumas pessoas têm na hora que escolhem o número do bilhete de loteria, outros quando inventam algo...Tudo começou com um clique).
Ele ficou com a imagem daquela menina o dia todo na cabeça, seu cabelo curtinho, o brinco, os lábios delicados...Não era uma paixão, era apenas aquela imagem fixa na cabeça...Ah se ele soubesse desenhar...
À tarde lá estava ela, no ônibus, agora sorrindo, conversando com alguém...Agora sim era paixão, que avassaladora arrebatou-o. Ele estava flechado, ferido, doído...como toda paixão que importa.
E houve toda uma história grande demais pra ele contar num blog, bonita demais pra se resumir, e que portanto, não ficará registrada aqui.
O que importa é que ele a conquistou um dia, ela o conquistou e reconquistou várias vezes, suprindo aquela vontade dele de se apaixonar tantas vezes.
Quando ele menos queria, menos esperava, estava lá, pensando em namorar...
E 6 anos depois, ele está aqui, pensando em casar..
E apaixonando-se por ela, frequentemente...Contrariando tudo o que dizem as revistas, os especialistas e os parentes...
E 6 anos parece tão pouco tempo...
Um dia, ele decidiu que não queria mais namorar.
Estava bem assim, solteiro, no auge de sua juventude, independente.
Queria apaixonar-se por todas as garotas, trocar de amores a cada duas semanas.
Esgotar o sumo do que a vida podia lhe oferecer assim, sem compartilhar mais do que alguns momentos com cada pequena paixão que cruzasse o caminho.
E seguiu assim por quase um ano desde sua decisão...E estava bem, e feliz...
E num desses esbarrões da vida, num ônibus incidental, que ele tomava toda manhã, morrendo de sono e cheio de sentimentos pouco nobres que todos temos pelo mundo quando acordamos cedo para trabalhar, foi num desses dias tão comuns que ele a viu dormindo, ali no ônibus mesmo.
(Sabe aqueles cliques que a gente tem de vez em quando...Algumas pessoas têm na hora que escolhem o número do bilhete de loteria, outros quando inventam algo...Tudo começou com um clique).
Ele ficou com a imagem daquela menina o dia todo na cabeça, seu cabelo curtinho, o brinco, os lábios delicados...Não era uma paixão, era apenas aquela imagem fixa na cabeça...Ah se ele soubesse desenhar...
À tarde lá estava ela, no ônibus, agora sorrindo, conversando com alguém...Agora sim era paixão, que avassaladora arrebatou-o. Ele estava flechado, ferido, doído...como toda paixão que importa.
E houve toda uma história grande demais pra ele contar num blog, bonita demais pra se resumir, e que portanto, não ficará registrada aqui.
O que importa é que ele a conquistou um dia, ela o conquistou e reconquistou várias vezes, suprindo aquela vontade dele de se apaixonar tantas vezes.
Quando ele menos queria, menos esperava, estava lá, pensando em namorar...
E 6 anos depois, ele está aqui, pensando em casar..
E apaixonando-se por ela, frequentemente...Contrariando tudo o que dizem as revistas, os especialistas e os parentes...
E 6 anos parece tão pouco tempo...
Assim disse Sr. Limão || 9:56 AM || Comentários:
Sexta-feira, Junho 1
Sobre passos
O passo mais importante da nossa vida é sempre o próximo...
Porque todo passo dado já passou, já é passado.
Não possuo mais o passo do passado.
Tampouco posso saber por onde passarei no futuro.
Já que todo passo é também um passageiro do próprio passeio.
Então vamos, passo ante passo, passando sem sobressalto.
Sigo passando pelos passos da vida com um passo ora firme, ora acanhado.
Sempre esperando o próximo passo...
O passo mais importante da nossa vida é sempre o próximo...
Porque todo passo dado já passou, já é passado.
Não possuo mais o passo do passado.
Tampouco posso saber por onde passarei no futuro.
Já que todo passo é também um passageiro do próprio passeio.
Então vamos, passo ante passo, passando sem sobressalto.
Sigo passando pelos passos da vida com um passo ora firme, ora acanhado.
Sempre esperando o próximo passo...
Assim disse Sr. Limão || 10:11 AM || Comentários:
Sexta-feira, Maio 18
Bodas
O meu amigo vai casar.
E não é um qualquer amigo, quem vai casar é o cara mais legal do mundo. Acho que ele é o único dentre meu grupo de amigos que é unanimidade. Todo mundo gosta dele.
A gente se conhece há exatos 15 anos, mas ele só vai com a minha cara há 14, ele passou um ano me achando chato, e isso é tão normal quanto divertido.
Lembro de tantas passagens que tivemos, memórias... Engraçado, ele esteve presente em todos os momentos importantes da minha vida até hoje, não que sejam muitos mas ele estava lá.
É um dos caras que esteve comigo enquanto eu formava meu caráter e minha personalidade, ele teve influencia direta em tudo o que sou hoje.
Nós já nos separamos, já estivemos tão próximos que não dava pra dizer algo pra um sem que o outro escutasse. Já tivemos nossas diferenças, já brigamos feio, já fizemos as pazes, já criamos manias juntos, apelidos e clichês, aprendemos coisas acertando e errando, e temos visões de mundo e opiniões tão diferentes, que é difícil acreditar que convivemos tão bem há tanto tempo.
Ele me ensinou uma porção de coisas, muitas sem querer, outras sem saber, e algumas pequenas pérolas com uma condescendência que só ele sabe ter.
Eu queria escrever pra ele uma carta bem legal, à mão, desejando boa sorte e tudo de bom...mas ele já sabe tudo isso.
Amigo a gente sempre tem um pouco de ciúme, eu sempre fui muito possessivo com meus amigos, e foi ele que me ensinou que dá pra ser tão amigo de perto quanto de longe, e cada vez que a gente se encontra, tenham passados dias ou meses (ou anos), é como se estívessemos ali o tempo todo.
Ele tá casando e tem muita sorte, porque encontrou a moça certa pra ele. É muito bom ver a maneira como ela cuida dele, me deixa confortável saber que uma pessoa tão legal como ele, encontrou outra pessoa tão legal pra dividir a vida...Faz o mundo parecer um lugar mais justo e definitivamente mais legal.
Bom, é isso.
O mundo vai parar domingo, porque o Mazo vai casar.
O meu amigo vai casar.
E não é um qualquer amigo, quem vai casar é o cara mais legal do mundo. Acho que ele é o único dentre meu grupo de amigos que é unanimidade. Todo mundo gosta dele.
A gente se conhece há exatos 15 anos, mas ele só vai com a minha cara há 14, ele passou um ano me achando chato, e isso é tão normal quanto divertido.
Lembro de tantas passagens que tivemos, memórias... Engraçado, ele esteve presente em todos os momentos importantes da minha vida até hoje, não que sejam muitos mas ele estava lá.
É um dos caras que esteve comigo enquanto eu formava meu caráter e minha personalidade, ele teve influencia direta em tudo o que sou hoje.
Nós já nos separamos, já estivemos tão próximos que não dava pra dizer algo pra um sem que o outro escutasse. Já tivemos nossas diferenças, já brigamos feio, já fizemos as pazes, já criamos manias juntos, apelidos e clichês, aprendemos coisas acertando e errando, e temos visões de mundo e opiniões tão diferentes, que é difícil acreditar que convivemos tão bem há tanto tempo.
Ele me ensinou uma porção de coisas, muitas sem querer, outras sem saber, e algumas pequenas pérolas com uma condescendência que só ele sabe ter.
Eu queria escrever pra ele uma carta bem legal, à mão, desejando boa sorte e tudo de bom...mas ele já sabe tudo isso.
Amigo a gente sempre tem um pouco de ciúme, eu sempre fui muito possessivo com meus amigos, e foi ele que me ensinou que dá pra ser tão amigo de perto quanto de longe, e cada vez que a gente se encontra, tenham passados dias ou meses (ou anos), é como se estívessemos ali o tempo todo.
Ele tá casando e tem muita sorte, porque encontrou a moça certa pra ele. É muito bom ver a maneira como ela cuida dele, me deixa confortável saber que uma pessoa tão legal como ele, encontrou outra pessoa tão legal pra dividir a vida...Faz o mundo parecer um lugar mais justo e definitivamente mais legal.
Bom, é isso.
O mundo vai parar domingo, porque o Mazo vai casar.
Assim disse Sr. Limão || 2:29 PM || Comentários:
Segunda-feira, Maio 14
Eu, eu mesmo e algumas palavras
Eu escrevo desde que me entendo por gente...
Minha mãe, como boa alfabetizadora, já havia me ensinado toda a cartilha "Caminho Suave" antes
de eu adentrar a primeira série.
Meu primeiro bilhete oficial foi uma declaração de amor que escrevi pra minha mãe, quando ainda frequentava a pré-escola com os seguintes dizeres "Mamaim eu te amo". Escrito exatamente desta maneira.
Desde então nunca mais parei.
Eu nunca tive a qualidade literária que gostaria (Sr Palito), a inspiração estonteante que outros amigos possuem (Mazo), uma bagagem cultural mais vasta como uma outra amiga (Tatit) ou quem sabe a capacidade analítica que tanto me fascina (Hugo)...e tantos outros amigos que escrevem melhor do que eu.
Na verdade, eu tenho um bom vocabulário, conheço bem a língua, tenho paciência pra revisar o mesmo texto algumas vezes e mudá-lo...e tenho idéias...milhares delas...todos os dias.
Já comecei um livro, mas tava uma porcaria (escrevi sete capítulos).
Na verdade, eu escrevo porque não consigo parar de escrever...é como uma inércia...eu comecei a escrever e o resto foi um movimento motocontínuo.
Eu normalmente escrevo pra mim mesmo, pra ler depois e lembrar daquele momento particular, ou de uma idéia boa desperdiçada. O fato é que escrevo pra poder ler, algo como "Ninguém se cansa de ouvir o som da própria voz".
E a grande verdade, é que nunca gosto do que escrevo depois da quarta ou quinta leitura...curioso, mas fato.
Enfim...gostaria de escrever melhor...
Mas mesmo assim, escrevo.
Eu escrevo desde que me entendo por gente...
Minha mãe, como boa alfabetizadora, já havia me ensinado toda a cartilha "Caminho Suave" antes
de eu adentrar a primeira série.
Meu primeiro bilhete oficial foi uma declaração de amor que escrevi pra minha mãe, quando ainda frequentava a pré-escola com os seguintes dizeres "Mamaim eu te amo". Escrito exatamente desta maneira.
Desde então nunca mais parei.
Eu nunca tive a qualidade literária que gostaria (Sr Palito), a inspiração estonteante que outros amigos possuem (Mazo), uma bagagem cultural mais vasta como uma outra amiga (Tatit) ou quem sabe a capacidade analítica que tanto me fascina (Hugo)...e tantos outros amigos que escrevem melhor do que eu.
Na verdade, eu tenho um bom vocabulário, conheço bem a língua, tenho paciência pra revisar o mesmo texto algumas vezes e mudá-lo...e tenho idéias...milhares delas...todos os dias.
Já comecei um livro, mas tava uma porcaria (escrevi sete capítulos).
Na verdade, eu escrevo porque não consigo parar de escrever...é como uma inércia...eu comecei a escrever e o resto foi um movimento motocontínuo.
Eu normalmente escrevo pra mim mesmo, pra ler depois e lembrar daquele momento particular, ou de uma idéia boa desperdiçada. O fato é que escrevo pra poder ler, algo como "Ninguém se cansa de ouvir o som da própria voz".
E a grande verdade, é que nunca gosto do que escrevo depois da quarta ou quinta leitura...curioso, mas fato.
Enfim...gostaria de escrever melhor...
Mas mesmo assim, escrevo.
Assim disse Sr. Limão || 4:21 PM || Comentários:
Quinta-feira, Abril 12
Vacuidade
Lendo o último livro da sua santidade o Dalai Lama.
Explicação sobre a "Teoria da Vacuidade".
Sentindo-me infinitamente pequeno, insignificantemente limitado, completamente conectado ao resto do mundo e
à cadeia de eventos que forma a realidade.
Feliz, de mim para mim mesmo, muito feliz.
Preciso mergulhar no mar, colocar-me em risco, sentir-me mais vivo.
Lendo o último livro da sua santidade o Dalai Lama.
Explicação sobre a "Teoria da Vacuidade".
Sentindo-me infinitamente pequeno, insignificantemente limitado, completamente conectado ao resto do mundo e
à cadeia de eventos que forma a realidade.
Feliz, de mim para mim mesmo, muito feliz.
Preciso mergulhar no mar, colocar-me em risco, sentir-me mais vivo.
Assim disse Sr. Limão || 8:56 AM || Comentários:
Quarta-feira, Abril 11
Outonices
Da série "coisas que só acontecem no outono"
- Sair de casa com roupa de frio e o dia esquentar
- Sair de casa com roupa de calor e o dia esfriar
- Sair de casa sem guarda-chuva no dia em que chove
- carregar o guarda-chuva o dia todo e não cair uma gota
- Aquelas gotinhas condensadas no vidro do carro de manhã
- Dormir de Edredon porque estava frio e acordar sem ele pois ficou com calor durante a noite
- Sol e calor na hora do almoço, tempestade tropical à tarde, frio e sereno à noite
- Folhas amareladas nas árvores
- Aquelas florezinhas amarelas que formam um tapete no chão embaixo daquelas árvores frondosas
- Nunca saber quando vai chover
- Arco-Íris depois da chuva no fim da tarde
- Pensar que o ano já tá quase na metade
- Pensar que o verão acabou e o inverno tá chegando
- Lembrar como é gostoso esquentar o pé da namorada embaixo da coberta
- Vontade de comer chocolate nos dias frios
- Arrependimento por comer chocolate nos dias quentes
- A cerveja gelada não parece mais tão atraente
- Os primeiros dias do ano em que fica díficil sair da cama por causa do frio
- Colocar o pijama de frio cheirando poeira pra lavar
- O Sol poente é mais bonito que o Sol nascente, afinal é Outono...
Da série "coisas que só acontecem no outono"
- Sair de casa com roupa de frio e o dia esquentar
- Sair de casa com roupa de calor e o dia esfriar
- Sair de casa sem guarda-chuva no dia em que chove
- carregar o guarda-chuva o dia todo e não cair uma gota
- Aquelas gotinhas condensadas no vidro do carro de manhã
- Dormir de Edredon porque estava frio e acordar sem ele pois ficou com calor durante a noite
- Sol e calor na hora do almoço, tempestade tropical à tarde, frio e sereno à noite
- Folhas amareladas nas árvores
- Aquelas florezinhas amarelas que formam um tapete no chão embaixo daquelas árvores frondosas
- Nunca saber quando vai chover
- Arco-Íris depois da chuva no fim da tarde
- Pensar que o ano já tá quase na metade
- Pensar que o verão acabou e o inverno tá chegando
- Lembrar como é gostoso esquentar o pé da namorada embaixo da coberta
- Vontade de comer chocolate nos dias frios
- Arrependimento por comer chocolate nos dias quentes
- A cerveja gelada não parece mais tão atraente
- Os primeiros dias do ano em que fica díficil sair da cama por causa do frio
- Colocar o pijama de frio cheirando poeira pra lavar
- O Sol poente é mais bonito que o Sol nascente, afinal é Outono...
Assim disse Sr. Limão || 2:13 PM || Comentários: