Posted
5/19/2004 05:02:14 PM
by GUILHERME PAES
O Outono sempre me inspira poeminhas
Mais um passo à frente
adentro a nova estação,
seguindo a chuva gelada
que molha a invernada,
e marca os passos no chão.
Já ouço reticente,
do outono, a canção
pelos ventos cantada,
precedendo a chegada,
desse frio que congela
o meu coração.
Posted
5/12/2004 09:14:41 AM
by GUILHERME PAES
Mais um ciclo
Houve um tempo em que eu achava que as coisas boas não deveriam mudar, que aqueles preciosos momentos, lugares ou pessoas deveriam ser sempre os mesmos, do mesmo jeito.
E a cada mudança, a cada nova possibilidade, eu tinha medo. Eu me escondia em raiva reprimida, tristeza contida. Atribuia motivos, buscava culpados e entendia que a mudança significava que algo estava errado.
Hoje eu entendi tanta coisa, mas não ouso chamar isso de amadurecer, mas sim ouso dizer que sou mais feliz sabendo mudar.
Percebi que mudar é inerente, é necessário e inevitável. Estamos mudando desde quando nascemos, nosso organismo se adapta, nosso cérebro absorvendo informações, nossa psique se transformando e nossa vida, apenas, seguindo seu rumo.
Mudar ou morrer, é uma escolha que fazemos desde cedo, não que a segunda opção nos permita permanecer sempre iguais, mas nos faz morrer um pouco a cada mudança.
Estou de mudança. Nova casa, novo telefone, novas perspectivas.
Percebo o rastro que deixei, o pouco que ficou de mim em cada lugar que morei, e o pouco que trouxe comigo de cada um desses lugares. Percebo em nuances, em degradês, as pequenas alterações que hojem já são raízes diferentes.
Hoje eu entendo porque eu mudo, não quero conhecer razões nem justificar, quero curtir a transição, jogar fora as velharias, abrir caminho pras novas coisas, boas ou ruins.
Eu quero mudar, e mudarei, querendo ou não.
Posted
5/6/2004 05:01:40 PM
by GUILHERME PAES
Meu Tempo
Meu tempo é egoísta,
contando meus minutos regressivamente,
numa ampulheta que reflete meu rosto,
aflito afundando na areia.
Meu tempo é randômico,
passando em minutos sorteados aos poucos,
num acaso que já foi antecipado,
no giro prescrito do ponteiro.