Limonada

2004-10-22


MEA CULPA
...OK, eu admito.....
Era eu mesmo quem estava dançando a "dança da água viva" ao som da trilha de abertura do Bob Esponja ontem à noite.....


2004-10-18


Todos dizem Adeus
Eu nunca gostei de despedidas.
Eu posso dizer que sou um cara de sorte. Tenho muitos amigos. Em todos os lugares onde passei consegui fazer grandes amigzades, conquistei e fui conquistado por tantas pessoas.
Todavia eu realmente nunca gostei de me despedir das pessoas (nem de meus amigos), e apesar disso, alguns episódios me fizeram descobrir que, nessa vida, precisamos nos despedir de tudo e de todos. Sempre. Mesmo do que parte com data marcada pra voltar, temos que nos despedir.
A vida é um amontoado de pequenos momentos que engarrafamos em nossa memória, e saboreamos depois de envelhecidos. Algumas dessas garrafas tem um conteúdo que fica mais doce a cada ano, recorremos a elas sempre. Outras são amargas, mas nos ensinam coisas importantes. As despedidas, eu diria, que são as garrafas que levam a maior dose de melancolia, são sempre felizes e tristes ao mesmo tempo, e sempre carregadas de esperanças.
Nestas últimas semanas engarrafei mais alguns momentos, e muitas despedidas de amigos muito queridos. Alguns de até breve, outros nem tanto. Amigos indo pra Fortaleza, Campinas, Nova Iorque e Barcelona. Uns de férias, outros mudando de ares o outros mudando de vida.
Sabem porque eu não gosto de despedidas ? Porque o mais difícil é engarrafar essa dor viva no peito que é olhar o caminhar lento de alguém que eu gosto, numa estrada em que não poderei acompanhar.
E nestas últimas semanas, engarrafei tantas despedidas que mal tive tempo de saboreá-las todas. São tantas dores misturadas que meu peito já não sabe por quem arder.
E ao mesmo tempo, é tanta esperança, e tantos desejos de boa sorte, que o ar fica até mais leve ao meu redor.
O abraço de despedida de um amigo não tem preço, não tem data, não tem palavras. É uma profusão de sentimentos que emudece, balbuciamos um "boa viagem", um "me liga, ou pelo menos escreve", Mas queríamos dizer tantas coisas que não sabemos quais seriam as palavras.
Tudo que posso dizer, hoje, é que amigos que partem deixam um buraco no peito, que um amigo não substitue o outro, que o espaço do que se foi sempre fica lá, vazio, uma galeria de velhas fotografias para visitarmos quando a saudade aperta.
Estou anestesiado, e talvez seja até pior quando todos estiverem longe demais.
Amor de amigo dói diferente. Dói de saudade, mas dói de remorso. Justamente por ser a saudade egoísta ao ponto de quase desejarmos que eles não fossem.
Eu estou triste, e acho que vou ficar assim mais um tempo. Uns dias ou semanas ou meses.
Mas eu sou um cara de sorte, com muitos amigos, e que odeia despedidas.


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