Limonada

2007-05-18


Bodas
O meu amigo vai casar.
E não é um qualquer amigo, quem vai casar é o cara mais legal do mundo. Acho que ele é o único dentre meu grupo de amigos que é unanimidade. Todo mundo gosta dele.
A gente se conhece há exatos 15 anos, mas ele só vai com a minha cara há 14, ele passou um ano me achando chato, e isso é tão normal quanto divertido.
Lembro de tantas passagens que tivemos, memórias... Engraçado, ele esteve presente em todos os momentos importantes da minha vida até hoje, não que sejam muitos mas ele estava lá.
É um dos caras que esteve comigo enquanto eu formava meu caráter e minha personalidade, ele teve influencia direta em tudo o que sou hoje.
Nós já nos separamos, já estivemos tão próximos que não dava pra dizer algo pra um sem que o outro escutasse. Já tivemos nossas diferenças, já brigamos feio, já fizemos as pazes, já criamos manias juntos, apelidos e clichês, aprendemos coisas acertando e errando, e temos visões de mundo e opiniões tão diferentes, que é difícil acreditar que convivemos tão bem há tanto tempo.
Ele me ensinou uma porção de coisas, muitas sem querer, outras sem saber, e algumas pequenas pérolas com uma condescendência que só ele sabe ter.
Eu queria escrever pra ele uma carta bem legal, à mão, desejando boa sorte e tudo de bom...mas ele já sabe tudo isso.
Amigo a gente sempre tem um pouco de ciúme, eu sempre fui muito possessivo com meus amigos, e foi ele que me ensinou que dá pra ser tão amigo de perto quanto de longe, e cada vez que a gente se encontra, tenham passados dias ou meses (ou anos), é como se estívessemos ali o tempo todo.
Ele tá casando e tem muita sorte, porque encontrou a moça certa pra ele. É muito bom ver a maneira como ela cuida dele, me deixa confortável saber que uma pessoa tão legal como ele, encontrou outra pessoa tão legal pra dividir a vida...Faz o mundo parecer um lugar mais justo e definitivamente mais legal.
Bom, é isso.
O mundo vai parar domingo, porque o Mazo vai casar.


2007-05-14


Eu, eu mesmo e algumas palavras
Eu escrevo desde que me entendo por gente...
Minha mãe, como boa alfabetizadora, já havia me ensinado toda a cartilha "Caminho Suave" antes
de eu adentrar a primeira série.
Meu primeiro bilhete oficial foi uma declaração de amor que escrevi pra minha mãe, quando ainda frequentava a pré-escola com os seguintes dizeres "Mamaim eu te amo". Escrito exatamente desta maneira.
Desde então nunca mais parei.
Eu nunca tive a qualidade literária que gostaria (Sr Palito), a inspiração estonteante que outros amigos possuem (Mazo), uma bagagem cultural mais vasta como uma outra amiga (Tatit) ou quem sabe a capacidade analítica que tanto me fascina (Hugo)...e tantos outros amigos que escrevem melhor do que eu.
Na verdade, eu tenho um bom vocabulário, conheço bem a língua, tenho paciência pra revisar o mesmo texto algumas vezes e mudá-lo...e tenho idéias...milhares delas...todos os dias.
Já comecei um livro, mas tava uma porcaria (escrevi sete capítulos).
Na verdade, eu escrevo porque não consigo parar de escrever...é como uma inércia...eu comecei a escrever e o resto foi um movimento motocontínuo.
Eu normalmente escrevo pra mim mesmo, pra ler depois e lembrar daquele momento particular, ou de uma idéia boa desperdiçada. O fato é que escrevo pra poder ler, algo como "Ninguém se cansa de ouvir o som da própria voz".
E a grande verdade, é que nunca gosto do que escrevo depois da quarta ou quinta leitura...curioso, mas fato.
Enfim...gostaria de escrever melhor...
Mas mesmo assim, escrevo.


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